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Perguntas QoE em entrevista Big 4

As verdadeiras perguntas sobre Quality of Earnings colocadas em entrevista de Transaction Services Big 4 — e como responder com precisão.

Publicado em 8 de maio de 2026· 3 min de leitura

Se se candidatar a Transaction Services numa Big 4 — EY, PwC, KPMG ou Deloitte — a Quality of Earnings é inevitável. Não é uma pergunta entre outras: é frequentemente o fio condutor de toda a entrevista técnica. Eis as perguntas mais frequentes e as respostas que fazem a diferença.

«O que é a Quality of Earnings?»

É a pergunta de abertura. A resposta esperada não se limita a uma definição: dá uma estrutura.

Resposta sólida: «A QoE é a análise pela qual se avalia em que medida o EBITDA reportado reflete o desempenho económico sustentável da empresa. Parte-se do EBITDA contabilístico, retiram-se os elementos não recorrentes, aplicam-se os ajustamentos run-rate e pro forma, e chega-se a um EBITDA normalizado. É este número que serve de base ao múltiplo de valorização.»

«Pode dar-me três exemplos de ajustamentos QoE?»

Prepare cinco ou seis para ter margem. Exemplos sólidos:

  1. Honorários de transação: honorários de advogados, de consultores financeiros ligados à cessão — one-off por natureza.
  2. Remuneração excedentária do dirigente-acionista: se o patrão se paga 400 k€ por um cargo que valeria 150 k€ no mercado, a diferença é um add-back.
  3. Resultado de cessão de ativos: proveito excecional a neutralizar.
  4. Rendas em falta pós-IFRS 16: em certos formatos de reporting, as rendas capitalizadas não sobem no EBITDA — a verificar.
  5. Custos de arranque de uma unidade: gasto one-off se a unidade já está operacional.

«Qual é a diferença entre um ajustamento one-off e um ajustamento run-rate?»

Pergunta clássica para testar o rigor concetual.

  • Um one-off é um gasto ou um proveito que não se voltará a reproduzir.
  • Um ajustamento run-rate representa o efeito anualizado de uma alteração estrutural (nova aquisição, lançamento de produto, subida salarial) que ainda não está integralmente visível nas contas históricas.

Os ajustamentos run-rate são mais difíceis de defender porque assentam em pressupostos de projeção, não em factos passados.

«Como desafia um add-back proposto pela gestão?»

Esta pergunta é colocada em entrevista sénior mas também por vezes em júnior para testar a maturidade. A resposta esperada:

  • Pedir os justificativos (fatura, contrato, extrato bancário).
  • Verificar a recorrência ao longo dos últimos três exercícios: se o mesmo tipo de despesa aparece todos os anos, não é one-off.
  • Analisar o comportamento da margem fora do ajustamento para ver se o story-telling se sustenta.

«Qual é a diferença entre QoE e auditoria?»

Um ponto fundamental frequentemente mal dominado pelos candidatos vindos da auditoria.

A auditoria visa certificar que as contas são fiáveis e regulares. A QoE, por sua vez, procura compreender se o desempenho reportado é economicamente sustentável e representativo. Uma conta pode estar perfeitamente auditada e, no entanto, necessitar de ajustamentos importantes em QoE.

Prepare-se com casos reais

As perguntas acima são a parte visível do iceberg. Em entrevista, os recrutadores encadeiam com casos práticos sobre dados reais: um extrato de demonstração de resultados, uma tabela de ajustamentos a completar ou a criticar. Preparar-se apenas com teoria não chega.

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