Os ângulos de uma Due Diligence Financeira sobre um operador de telecom: ARPU, churn, CapEx de rede e obrigações regulamentares.
Telecom é um setor de receitas recorrentes — portanto tentador de analisar como SaaS. Erro. A intensidade capitalista da rede e a regulação alteram toda a grelha de leitura.
O Average Revenue Per User declina-se por segmento: B2C móvel, B2C fixo, B2B, IoT. Em FDD, olha-se para:
Uma degradação do ARPU de 1 € numa base de 1 M de clientes = 12 M€ de receita anual a menos. Linear e brutal.
Como no e-commerce, é preciso reconstruir a unit economics:
Atenção aos subsídios de terminais capitalizados e amortizados: o seu tratamento contabilístico pode inflacionar artificialmente o EBITDA. A retratar.
Um operador que está a implementar a fibra ou o 5G tem um CapEx de crescimento massivo. Distinguir:
Esta ventilação é frequentemente difusa nas contas do vendedor — é um ponto central de discussão.
A ARCEP impõe obrigações de cobertura, de QoS, de portabilidade. Um target pode ter compromissos não provisionados (implantação não cumprida = penalidades). Peça sistematicamente:
Para além da dívida financeira clássica, integrar na ponte EV/Equity:
O datapack telecom é pesado — conte com 80 a 120 slides para um operador nacional mid-cap.
Centenas de candidatos prepararam as suas entrevistas com este programa. Os que conquistaram o lugar têm uma coisa em comum: trabalharam os casos antes de entrar na sala.